17 junho 2008

Combate a Desertificação

Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

O dia 17 de Junho foi, consagrado pela ONU, como «Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação», nos sensibilizemos para a extrema importância deste assunto, de sobremodo olhando para as terríveis situações de autêntica calamidade que se vivem hoje em várias regiões, onde a seca e a desertificação têm causado, de forma avassaladora, a fome, a morte e a emigração desordenada.

A aceitação e respeito as regras de preservação ambiental, o não desperdício da água e uma correta gestão da sua utilização, o combate aos fogos florestais e outras práticas de preservação são necessárias para recuperação ambiental dessas regiões.

Precisamente nesse dia e ano (94), foi aprovada a Convenção das Nações Unidas sobre a Luta contra a Desertificação. Os Estados foram convidados a dedicar o Dia Mundial a sensibilizar a opinião pública para a necessidade de promover a cooperação internacional no domínio do combate à desertificação e aos efeitos da seca.

A Desertificação é definida como processo de destruição do potencial produtivo da terra nas regiões de clima árido, semi-árido e sub-úmido seco. O problema vem sendo detectado desde os anos 30, nos Estados Unidos, quando intensos processos de destruição da vegetação e solos ocorreu no Meio Oeste americano.

Muitas outras situações consideradas como graves problemas de desertificação foram sendo detectadas ao longo do tempo em vários países do mundo. América Latina, Ásia, Europa, África e Austrália oferecem exemplos de áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e econômicos.

À medida que o estudo sobre a origem dos desertos evoluiu, surgiram conceitos a respeito do assunto:
Deserto: Região de clima árido;
A evaporação potencial é maior que a precipitação média anual.
Caracteriza-se por apresentar solos ressequidos;
Cobertura vegetal esparsa, presença de xerófilas e plantas temporárias.
Desertificação: Origina-se pela intensa pressão exercida por atividades humanas sobre ecossistemas frágeis, cuja capacidade de regeneração é baixa.
Processo de desertificação: Atividade predatória que irá conduzir a formação de desertos.
Área de desertificação: Área onde o fenômeno já se manifesta.
Área propensa à desertificação: Área onde a fragilidade do ecossistema favorece o processo de instalação da desertificação.
Deserto específico: Desertificação já se manifesta em grau máximo.

As causas mais freqüentes da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água no desenvolvimento de atividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento indiscriminado.
Principais problemas:
* vulnerabilidade às secas, que impactam diretamente a agricultura de sequeiro e pecuária
* fraca capacidade de reorganizar a estrutura produtiva do sertão
* desmatamento resultante da pecuária extensiva e do uso de madeira para fins energéticos
* problemas graves de desertificação já identificados
* sinalização dos solos decorrente do manejo inadequado na agricultura e no pastoreio
* perda de dinamismo de atividades industriais e comerciais
* precária conservação da infra-estrutura rodoviária
* precário atendimento dos serviços de comunicação
* precário sistema de difusão tecnológica
* baixa produção científica e tecnológica para as necessidades do semi-árido
* deficiência nos níveis de capacitação da mão-de-obra rural, industrial e do comércio
* fragilidade institucional
* gestão municipal sem planejamento e comprometimento com objetivos a longo prazo.
A desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerado um problema global. As regiões áridas, semi-áridas e subsumidas secas, também chamadas de terras secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta, abrigando mais de 1 bilhão de pessoas, ou seja, 1/6 da população mundial, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Mas a sua evolução ocorre em cada lugar de modo específico e apresenta dinâmicas influenciadas por esses lugares.

As regiões sul-americana e caribenha têm inúmeros países com expressivas áreas de seus territórios com problemas de desertificação. Os mais significativos são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Peru e México.

No Brasil existem quatro áreas, que são chamadas núcleos de desertificação, onde é intensa a degradação. Elas somam 18,7 mil km² e se localizam nos municípios de Gilbués, no Piauí; Seridó, no Rio Grande do Norte; Irauçuba, no Ceará e Cabrobó, em Pernambuco.

Possíveis causas da desertificação podem ser apuradas.
O desmatamento, que além de comprometer a biodiversidade, deixa os solos descobertos e expostos à erosão, ocorre como resultado das atividades econômicas, seja para fins de agricultura de sequeiro ou irrigada, seja para a pecuária, quando a vegetação nativa é substituída por pasto, seja diretamente para o uso da madeira como fonte de energia (lenha e carvão).

O uso intensivo do solo, sem descanso e sem técnicas de conservação, provoca erosão e compromete a produtividade, repercutindo diretamente na situação econômica do agricultor. A cada ano, a colheita diminui, e também a possibilidade de ter reservas de alimento para o período de estiagem. É comum verificar-se, no semi-árido, a atividade da pecuária ser desenvolvida sem considerar a capacidade de suporte da região, o que pressiona tanto pasto nativo como plantado, além de tornar os solos endurecidos, compactos.

A irrigação mal conduzida provoca a salinização dos solos, inviabilizando algumas áreas e perímetros irrigados do semi-árido, o problema tem sido provocado tanto pelo tipo de sistema de irrigação, muitas vezes inadequado às características do solo, quanto, principalmente, pela maneira como a atividade é executada, fazendo mais uma molhação do que irrigando.
Além de serem correlacionados, esses problemas desencadeiam outros, de extrema gravidade para a região. É o caso do assoreamento de cursos d’água e reservatórios provocados pela erosão, que, por sua vez, é desencadeada pelo desmatamento e por atividades econômicas desenvolvidas sem cuidados com o meio ambiente.

Conseqüências da desertificação:
Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos, resultado tanto dos fatores climáticos adversos quando do mau e a perda da capacidade produtiva dos solos em razão da baixa umidade provocada, também, pelo manejo inadequado da cobertura vegetal.
Abandono das terras por partes das populações mais pobres, a diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida da população e a desestruturação das famílias como unidades produtivas. Acrescente-se, também, o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da poluição e problemas ambientais urbanos.
Destacam-se a queda na produtividade e produção agrícolas, a diminuição da renda do consumo das populações, dificuldade de manter uma oferta de produtos agrícolas de maneira constante, de modo a atender os mercados regional e nacional, sobretudo a agricultura de sequeiro que é mais dependente dos fatores climáticos.

A desertificação é definida como um processo de destruição do potencial produtivo da terra nas regiões de clima árido, semi-árido e sub-húmido seco. O problema foi detectado nos anos 30, nos Estados Unidos, quando intensos processos de destruição da vegetação e solos ocorreram no oeste americano. Muitas outras situações consideradas como graves problemas de desertificação foram sendo detectadas ao longo do tempo em vários países do mundo: América Latina, Ásia, Europa, África e Austrália oferecem exemplos de áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e económicos.
A desertificação é uma das formas mais alarmantes de degradação do ambiente:Ameaça a saúde e os meios de subsistência de mais de um bilhão de pessoas. E estima-se que, todos os anos, a desertificação e a seca causem uma perda da produção agrícola da ordem dos 42 bilhões de dólares.

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