16 setembro 2008

Salve a camada de Ozônio urgente

Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio é comemorado neste domingo

O Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio em 2008 marca o 20º aniversário da ratificação o Protocolo de Montreal. O tratado visa à redução e a proibição de substâncias que destroem a camada de ozônio, como os gases CFC, quase todos os países do mundo já assinaram o acordo.

No ano passado, os países reuniram-se em Viena para avaliar as medidas tomadas há 20 anos e verificar as atuais condições do buraco da camada de ozônio, esperava-se que ele estivesse em uma fase de equilíbrio, mas no ano passado tivemos um recorde de tamanho e destruição. Isso porque, mesmo com as atuais emissões dos gases que provocam o buraco sob controle, o que foi e emitido no passado continua muito ativo. O maior buraco na camada de ozônio hoje está localizado no pólo sul. A previsão é de que a camada esteja totalmente recuperada até o ano de 2060.

O buraco é um efeito paralelo do aquecimento global, porque os gases que o causam atingem a atmosfera à cerca de 15 quilômetros. Já os causadores do efeito estufa são gases que atuam na baixa atmosfera. Por isso, os países resolveram estudar os efeitos desses dois fenômenos juntos para tentar descobrir seus efeitos sobre a atmosfera.

O ozônio é um gás atmosférico azul-escuro, que se concentra na chamada estratosfera, uma região situada entre 20 e 40 km de altitude. A diferença entre o ozônio e o oxigênio dá a impressão de ser muito pequena, pois se resume a um átomo: enquanto uma molécula de oxigênio possui dois átomos, uma molécula de ozônio possui três.

Essa pequena diferença, no entanto, é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida na Terra, pois o ozônio tem a função de proteger o planeta da radiação ultravioleta do Sol. Sem essa proteção, a vida na Terra seria quase que completamente extinta.

Desde 1957 são feitas medições na camada de ozônio acima da Antártida e os valores considerados normais variam de 300 a 500 dobsons. No ano de 1982, porém, o cientista Joe Farman, juntamente com outros pesquisadores da British Antartic Survey, observaram pela primeira vez estranhos desaparecimentos de ozônio no ar sobre a Antártida. Como estavam usando um equipamento já um tanto antigo, e os dados que estavam coletando não tinham precedentes, em vista da grande diminuição da concentração do gás (cerca de 20% de redução na camada de ozônio), acharam por bem aguardar e fazer novas medições em outra época, com um aparelho mais moderno, antes de tornar público um fato tão alarmante. Além disso, o satélite Nimbus 7, lançado em 1978 com a função justamente de monitorar a camada de ozônio, não havia até então detectado nada de anormal sobre a Antártida.

O dia 16 de setembro foi designado como "Dia Internacional do Ozônio", um dia que deveria servir de meditação para todos porque representa uma enorme conquista recente da Humanidade civilizada. Trata-se de um acontecimento que poderia (e poderá ainda) trazer conseqüências desastrosas para os seres vivos, que é o aumento da radiação ultravioleta pela destruição da camada de ozônio. O Homem moderno criou substâncias artificiais que destroem a camada de ozônio, mas uma vez identificado o problema, soubemos sentar à mesa de negociação e dar início ao saneamento do problema.

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