25 fevereiro 2011

Frutos do Planeta _ Pupunha

A Pupunha geralmente e consumida cozida em água e sal ou na forma de farinha ou óleo comestíveis. Contudo esse fruto também pode ser matéria prima para a fabricação de compotas e geléias. Existe uma grande variedade de aves, que se alimentam da pupunheira silvestre, principalmente as araras, os papagaios e os periquitos, alguns das quais são espécies endêmicas com risco de extinção.

No Brasil, essa planta é uma solução viável para a industria palmiteira porque apresenta características agronômicas adequadas para a substituição, com vantagens, de outras palmeiras nativas como o açaí Euterpe oleraceae e a juçara Euterpe edulis, que são exploradas de forma extrativista e predatória e por isso apresentam restrições legais e risco de extinção. 

A pupunheira é uma planta de porte magnífico que pode crescer até 20 m e é originária das florestas tropicais do continente americano. É muito conhecida e consumida pelas populações nativas da América Central à Floresta Amazônica, sendo há séculos utilizada na sua alimentação.

Composição por 100 g de polpa:
164 calorias
2,5 g de proteínas
28 mg de cálcio
31 mg de fósforo
3,3 mg de ferro
1.500 mmg de pró-vitamina A
0,06 mg de vitamina B1
34 mg de vitamina C

As principais vantagens para a exploração comercial de palmito da pupunheira são:

  • precocidade, com o primeiro corte a partir de 18 a 24 meses após plantio.  
  • perfilhamento da planta mãe, chegando a mais de 15 perfilhos, o que permite repetir os cortes nos anos subseqüentes, sem necessidade de replantio da área.
  • qualidade do palmito, geralmente o palmito tem comprimento de 40 cm e diâmetro entre 1,5 a 4 cm, sendo muito macio e saboroso.
  • lucratividade, quando plantado e conduzido adequadamente, um hectare produz de 5.000 a 12.000 palmitos por ano.
  • segurança para o produtor, pois o palmito pode ser deixado no pé ou quando cortado pode ser processado, envasado e guardado para ser comercializado quando o mercado se encontrar mais propício.
  • facilidade nos tratos culturais e corte, uma vez que plantas selecionadas não apresentam espinhos.
  • vantagens ecológicas, podendo a cultura ser conduzida a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, sem nenhum dano às matas nativas, fato este de grande apelo comercial, principalmente para a exploração do palmito visando o mercado externo.

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