23 fevereiro 2011

O planeta e a biodiversidade

O que é Biodiversidade?
Biodiversidade é a variação das formas de vida dentro de um determinado ecossistema, bioma, ou em todo o planeta. O termo biodiversidade é usado como uma medida da saúde dos sistemas biológicos. Nosso planeta, hoje, é composto de milhões de espécies distintas. O ano de 2010 foi declarado como o Ano Internacional da Biodiversidade pela ONU.

O limite de nosso comnhecimento não nos permite saber a quantidade real de espécies que vivem na terra. Para piorar a situação, estamos acabando com estas espécies em uma taxa sem precedente, isto significa que mesmo antes de uma espécie ter sido descoberta, estudada e classificada ela pode já ter sido extinta.

Desde 1986, o termo e conceito têm adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observada nas últimas décadas do Século XX.

Do ponto de vista previamente definido, nenhuma medida objetiva isolada de biodiversidade é possível, apenas medidas relacionadas com propósitos ou aplicações particulares.

Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às atividades humanas, em particular a destruição dos hábitats de plantas e animais.

A estimativa feita pelos especialistas é que a perda acelerada de espécies que presenciamos hoje está entre 1.000 e 10.000 vezes acima da taxa de extinção natural.Esses especialistas calculam que entre 0,01 e 0,1% de todas as espécies são extintas por ano. Se considerarmos a menor estimativa de perda de espécies como verdadeira, isto é, que existem mais ou menos 2 milhões de espécies diferentes em nosso planeta, isso significa que todo ano ocorrem entre 200 e 2.000 extinções.

No Brasil

O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos endêmicos do nosso país, devem-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país.


O Brasil tem o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal.

Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente o MMA, isso pode representar apenas 10% da vida no país. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que aumenta o conhecimento.

Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal, coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas 36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja presença naquele bioma era desconhecida pela ciência. O levantamento nacional de peixes de água doce coordenado pela Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2004, indica a existência de 2.122 espécies, 10% a 15% delas desconhecidas até então.


A conservação da diversidade biológica tornou-se uma preocupação global. Apesar de não haver consenso quanto ao tamanho e ao significado da extinção atual.


Em resposta à ameaça de extinção, biólogos especialisados na preservação das espécies estão organizando planos estratégicos que incluem princípios, diretrizes e instrumentos para com a finalidade de proteger a biodiversidade.

Para isso é necessário unirr esforços de toda a sociedade, sem a exclusão de qualquer de seus segmentos, discutindo-se temas importantes como: explosão demográfica, controle da natalidade, desenvolvimento industrial, depredação e promover uma nova política educacional etc.

O fenômeno recente do aquecimento global também é considerado uma grande ameaça à biodiversidade. Por exemplo, os recifes de corais, que sofrem com o aquecimento das águas dos mares e poderão dessaparecer em 20 a 40 anos se o aquecimento global continuar na tendência atual. Mas as variações climáticas ambientais não agem isoladamente, mas em combinação com outras pressões, como a degradação e a perda do habitat natural e a introdução de espécies.

A introdução de espécies pode gerar grandes perdas num determinado ecossistema. Espécies invasoras, que se desenvolvem rapidamente, podem causar danos ao ambiente, a saúde humana e animal e a econômia de uma região. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza IUCN, as invasões biológicas são a segunda maior causa de perda de biodiversidade na escala global.

Sem a biodiversidade não há garantia de sobrevivência da grande maioria das espécies de animais e plantas, e conseqüentemente não poderá haver um desenvolvimento sustentável, pois com a destruição dos ambientes naturais a humanidade perderá fontes vitais de recursos para a sua sustentação, de forma que devemos desenvolver métodos e ações concretas para a preservação.

"Se não houver uma conscientização global da gravidade do problema ambiental , o próprio lixo criado pelo homem o sufocará."

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