A grande migração na África
A grande migração é um dos eventos naturais mais impressionantes, envolvendo uma imensidão de animais herbívoros: algo em torno de 1.300.000 gnus, 360.000 gazelas-de-thomson e 191.000 zebras. Estes numerosos migrantes são seguidos ao longo de sua rota circular anual por um grupo de predadores famintos, particularmente leões e hienas.
Com uma área de 1.510 km², o parque Masai Mara não é o maior do Quênia, mas provavelmente é o mais famoso. A área total do parque está situada no enorme Vale do Rift que vai desde o Mar Mediterrâneo até à África do Sul. O terreno da reserva é coberto principalmente por pastagens, com bosques de acácias na região sudeste.
Como no Serengueti, os gnus são os habitantes dominantes dos campos do Masai Mara e seu número está estimado em milhões. Em julho de cada ano, estes animais desengonçados migram para o vasto norte das planícies do Serengueti buscando pasto fresco e voltando ao sul em outubro.

A gazela de thomson Gazella thomsonii é a espécie de gazela africana mais abundantes, elas vivem em bandos de machos, fêmeas e mistos, com cerca de 60 indivíduos, mas podem formar bandos gigantescos, com mais de mil indivíduos, ao migrarem. Essas podem correr a velocidades de 70 km/h por cerca de quinze minutos e há registro de velocidades superiores a 100 km/h, ao escapar de predadores, como o guepardo.
Em estado selvagem, as gazelas de Thomson podem viver de 10 a 15 anos, embora sejam predados por grandes felinos, pelas hienas e até babuínos. A espécie está protegida em um grande número de parques. A população estimada é de cerca de 550 000. Houve um declínio da população de 60% a partir de 1978. A maior ameaça às gazelas de Thomson são os impactos do turismo, modificação do habitat, devido à invasão de plantas exóticas, manejo do fogo e do desenvolvimento de estradas.

Há duas espécies de gnus: Connochaetes gnou e o taurinus Connochaetes (Gnu azul)
Ambas as espécies são muito abundantes, mas o gnu preto tem seus números bastante inferior ao de seus parentes do norte o gnu azul, a espécie tem sido preservada pela ação de fazendas particulares.
As listras das zebras vão escurecendo com a idade, e estes animais, embora se pareçam, não são todos iguais.
O homem moderno teve grande impacto sobre a população de zebras. Elas eram e ainda são, caçadas principalmente por sua pele. A zebra do Cabo foi caçada quase à extinção, ficando com menos de 100 indivíduos na década de 1930. No entanto, a população aumentou para cerca de 700 devido aos esforços de conservação. Ambas as subespécies de zebra da montanha estão protegidas em parques nacionais, mas ainda estão em perigo.
A zebra Grevy também está ameaçada de extinção. A caça e a concorrência do gado diminuíram consideravelmente sua população. Devido ao pequeno tamanho da população os riscos ambientais, como secas, são capazes de afetar toda a espécie.
As zebras das planicies são muito mais numerosos e têm uma população saudável. No entanto elas também são ameaçados pela caça e pela mudança no habitat de criação.
Uma subespécie, o quagga, considarada extinta, foi recriada atraves de DNA isolados das espécies existentes e varios individuos ja foram recolocados na natureza..
Muito interessante, Cleisson. Um bom dia, boa sexta-feira para você, um grande abraço ;)
ficar atento ao movimento dos gnus, zebras e gaazelas me dá uma sensação da real existência de uma força superior que movimenta o universo...um espírito absoluto comandando a migração de milhões vidas alimentando centenas de viventes. ERIVELTON/SÃO LUIS/MA
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