28 novembro 2008

Corais em risco de extinção

Águas superficiais invulgarmente quentes no Atlântico sudoeste causaram em 2005 um número inusitado de 13 furacões de grande intensidade, com danos materiais e humanos muito elevados em toda a região das Caraíbas. Mas os prejuízos totais não foram apenas os visíveis. No fundo marinho, revelou ontem a União Mundial para Conservação da Natureza, houve também nesse ano uma devastação sem precedentes nas populações de corais. Estas conseqüências são, afinal, uma terrível antevisão do que pode suceder em breve prazo se o aquecimento global não for travado, alertou aquela organização científica internacional, sublinhando que "é preciso agir para evitar a extinção dos corais no mar das Caraíbas".No âmbito do seu programa de investigação marinha, a IUCN avaliou há dois anos a saúde dos corais naquela região e o resultado não podiam ser mais preocupantes. Em certas zonas, numa faixa ao longo da Florida e junto às ilhas Caimão e Antilhas, morreu mais de metade da população de corais, chegando essa mortandade a atingir, em alguns pontos, os 95%. Nas ilhas Caimão, nomeadamente, a devastação nas colônias de corais bateu todos os recordes anteriores."Infelizmente, para as barreiras de coral, é muito provável que estas temperaturas excepcionalmente altas no oceano se repitam num futuro próximo", disse Carl Gustaf Lundin, que dirige o programa de investigação marinha da IUCN na apresentação do estudo sobre os corais, sublinhando que "quando isso voltar a acontecer, as conseqüências serão ainda mais severas". E deixou o alerta: "Se não fizermos alguma coisa em relação às alterações climáticas, as barreiras de coral não viverão muito mais tempo”.O relatório, que mostra uma devastação de 95% dos corais em algumas zonas devido ao aumento da temperatura do oceano, lança também um alerta sobre a situação das barreiras de coral a nível global. Para preservar estas espécies marinhas, dizem os investigadores que assinam o documento, será também necessário avaliar e gerir as diferentes pressões ambientais, como a poluição e a pesca excessiva. E depois esperar que algumas espécies de corais consigam adaptar-se ao aumento da temperatura da água do mar.Parte integrante e vital dos ecossistemas marinhos, os corais são igualmente fundamentais para as economias de muitos países. Só nas Caraíbas, as barreiras de coral são responsáveis por algo como 3,1 a 4,6 mil milhões de dólares para um conjunto de atividades, que vão da pesca ao turismo de mergulho e à proteção costeira, segundo a IUCN."Este é um momento crucial para as barreiras de coral", escrevem Clive Wilkinson e David Souter, os investigadores responsáveis pelo relatório ontem divulgado. E sublinham que "uma redução significativa" das emissões de gases, com efeito, de estufa durante os próximos 20 anos "será crítica para estabilizar e controlar o aquecimento da biosfera", sendo que o aumento da temperatura atingido até agora já demonstrou causar estragos nestas espécies sensíveis ao desequilíbrio no seu habitat. Com a divulgação do relatório, a IUCN marcou também o início do Ano Internacional das Barreiras de Coral, cujo objectivo é alertar a opinião pública mundial para o valor ecológico e econômico das espécies de corais e motivar as pessoas a agir no sentido da sua preservação.

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