04 dezembro 2008

O desmatamento anual na Amazônia

O desmatamento anual na Amazônia, medido entre agosto de 2007 e julho de 2008, foi de 11.968 quilômetros quadrados, de acordo com o resultado do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal.
A taxa de 2007-2008 é 3,8% maior que o desmatamento medido no período anterior, quando o Prodes registrou 11,2 mil quilômetros quadrados. O Pará foi o campeão de desmatamento no período, com 5.180 quilômetros quadrados, mais de 43% do total. Mato Grosso vem em seguida, com 3.259 quilômetros quadrados de devastação, 27,2%, e em terceiro lugar, o Maranhão, com 1.081 quilômetros de desmate no período, 9% do total. Apesar de pertencer à Região Nordeste, o Maranhão é um dos nove estados da Amazônia Legal.
Rondônia, que ao longo do ano esteve entre os estados que mais desmataram nas medições mensais do Sistema de Detecção em Tempo Real, aparece em quarto lugar na lista do Inpe, com 1.061 quilômetros quadrados de floresta derrubada no acumulado do período. Em Roraima, os satélites do Inpe registraram 570 quilômetros quadrados de desmatamento; no Amazonas, 479 quilômetros quadrados; no Acre, 222; e no Tocantins, 112 quilômetros quadrados. O relatório do Inpe não aponta desmatamentos para o Amapá no período.
Os 36 municípios que mais desmataram a Amazônia em 2007 frearam as motosserras este ano, de acordo com análise do Ministério do Meio Ambiente, com base nos dados do Prodes. Entre agosto de 2007 e julho de 2008, esses municípios desmataram 4.897 quilômetros quadrados, cerca de 42% do desmatamento total verificado na Amazônia Legal. No período anterior, essa participação chegou a 54%. Dos 20 primeiros da lista dos campeões de devastação, apenas dois apresentaram aumento do ritmo do desmate este ano: Novo Repartimento, no Pará, e Juara, em Mato Grosso.
As metas de redução de desmatamento da Amazônia, previstas no Plano Nacional sobre Mudança do Clima podem reduzir a devastação da floresta em mais de 70% até 2017. Se forem cumpridas as metas, o tamanho da devastação deve cair de 19 mil quilômetros quadrados (média dos últimos dez anos) para cerca de cinco mil quilômetros quadrados.
O desmatamento é a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil, responsável por cerca de 75% do total.
Dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e por 29 instituições de pesquisas em todo o mundo concluíram que o desmatamento na Amazônia pode causar prejuízos de US$ 1 trilhão. O cálculo foi feito com base na capacidade da floresta em gerar chuvas para o Centro-oeste brasileiro e países da América latina, principalmente os situados no Cone Sul.
Grande parte das chuvas dessas regiões vem da evaporação da água da região amazônica e um desmatamento que comprometesse essa evaporação afetaria o ciclo de águas e a produção agrícola no Brasil e de outros países.Entre 2000 e 2005, o Brasil foi responsável pela perda de 48% da cobertura florestal no mundo. O Brasil precisa entender que preservar a floresta se torna uma necessidade econômica.
Para os cientistas que participaram do estudo, a Amazônia funciona como uma “bomba d’água”, como o mais eficiente projeto de irrigação do planeta. Para eles, apenas a capacidade da floresta em gerar chuvas no centro e no sul do continente já seria um motivo suficiente para proteger a floresta.

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