25 maio 2009

Brasil campeão mundial de biodiversidade

O Brasil é campeão mundial em biodiversidade: de cada cinco espécies do planeta, uma encontra-se no país. Essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos únicos em todo o mundo, deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país.

O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal.

Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal, coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas 36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja presença naquele bioma era desconhecida pela ciência.

A biodiversidade pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extracção florestal e a pesca. No entanto, quase todas as espécies exploradas economicamente, seja vegetal, como a soja e o café, seja animal, como o frango, são originárias de outros países, e sua exploração é feita de forma freqüentemente danosa ao meio-ambiente.

Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Todo ano, entre 17.000 e 100.000 espécies são varridas de nosso planeta. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às actividades humanas, em particular a destruição dos hábitats de plantas e animais.

A pecuária é uma das duas ou três maiores contribuintes para os mais graves problemas ambientais, em todos os níveis, do local ao global, incluindo problemas de degradação do solo, mudanças climáticas e poluição do ar, poluição e esgotamento da água e perda de biodiversidade. Deste modo, mudanças nos hábitos alimentares que envolvam a redução do consumo de carne ou mesmo a adoção de dietas vegetarianas seriam estratégias possíveis a fim de combater o aquecimento global.

A pecuária é também a principal força motriz do desmatamento da Floresta Amazônica. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 75% da área desmatada na Amazônia Legal é ocupada pela pecuária. Para comparação, a indústria madeireira, legal ou ilegal, contribui com apenas 3% do desmatamento na Amazônia. No entanto, extração de madeira é, com freqüência, seletiva, o que degrada o ambiente mas não é contabilizado como desmatamento. A pecuária intensiva é, ao lado da construção de hidrelétricas, a principal ameaça ao Pantanal.

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