18 setembro 2009

O fenômeno El Niño

El Niño e La Niña são alterações significativas de curta duração 12 a 18 meses na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima.

Durante um ano “normal”, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alísios sopram na direção oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes, a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano.

Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.

Outra consequência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo.

La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes seguindo-se a um El Niño. Também já foi denominado como “El Viejo” “O Velho”, ou seja, a antítese do “menino” ou ainda o “Anti-El Niño”.

Uma vez que estes eventos têm uma grande influência no clima, provocando secas ou cheias e, portanto, afetando a agricultura e, em geral, a economia dos países, o estudo da Oscilação Sul e das suas anomalias, tem uma grande importância, não só para a economia mundial, mas também para a compreensão dos fenómenos climáticos.

No Brasil a variação no volume de chuvas depende de cada região e da intensidade do fenômeno. A temperatura aumenta na maioria das regiões.
Nas regiões Norte e Nordeste a diminuição da precipitação e secas, se agrava a situação no Sertão nordestino e aumentam as chances de incêndios florestais na Amazônia.
Na região Sudeste Aumenta a temperatura média.
Na região Sul ocorre o aumento da temperatura média e da precipitação, principalmente na primavera e no período entre Maio e Julho.

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